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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

DEUS, UM DELÍRIO?


por Helton de Assis

Do meu telescópio, eu via Deus caminhar! A maravilhosa disposição e harmonia do universo só pode ter tido origem segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. Isto fica sendo a minha última e mais elevada descoberta.
(Isaac Newton)
Recentemente estive analizando o grande Best-Seller da literatura ateísta do inicio deste século. Trata-se do Livro “Deus um Delírio”, escrito pelo famosíssimo cientista Inglês Richard Dawkings.  O livro afirma as religiões como males sociais e elementos que devem ser colocados em extinção. Pra se ter uma idéia de como o autor abomina a idéia de Deus ele diz que crianças cristianizadas são crianças abusadas. De fato o livro é uma “obra prima” do ateísmo militante.

 Ao longo da história podemos notar a presença de muitos Ateus bastante influentes na sociedade, como por exemplo:

·         Karl Marx que disse a famosa frase  “A religião é o ópio do povo” e que afirmava que a matéria era a única realidade;
·         Sigmund Freud , que afirmava que "A crença em Deus subsiste devido ao desejo de um pai protetor e de imortalidade,ou como um ópio contra a miséria e o sofrimento da existência humana";
·         Bertrand Russel, escritor de Porque não sou cristão.

Em meio a tantas idéias contrárias ao pensamento cristão, por mais que eu “abra a mente” não consigo parar de acreditar em um Deus que ama a humanidade e que se importa com todos. Não consigo ver a idéia de um Deus criador e amoroso como um “delírio”. 

Estudo história na Universidade Federal da Paraíba e convivo com colegas e professores ateus, como também agnósticos. Já escutei muitas opiniões sobre a existência de Deus e percebo em quase todos os casos a presença de muito preconceito ou de ignorância quanto a Bíblia. Basicamente são um dos dois problemas ou os dois juntos que impedem muitos de compreenderem a mensagem da salvação de Jesus.

A maioria dos que se dizem cristãos não vivem de forma coerente com os ensinamentos de Cristo. Vejo que nos dias de hoje pouquíssimos são de fato seguidores de Jesus. Isso atrapalha muito quando agente vive em uma cultura onde se olha mais as atitudes do que as palavras. A incoerência dos que se dizem cristãos contribui fortemente para que exista muita frustração. Se o conhecimento bíblico-teológico for mais e melhor exposto por pessoas que levam a sério as palavras de Cristo e se houver mais amor aos ateus por parte dos que crêem, sem dúvidas, o ateísmo perderá muito espaço. 

A felicidade final de qualquer ser intelectual é conhecer Deus.
(S. Tomás de Aquino)

domingo, 14 de agosto de 2011

Dica de Leitura: O DELÍRIO DE DAWKINS


Alister McGrath (Universidade de Oxford) analisa as conclusões do livroDeus, um delírio e desmantela o argumento de que a ciência deve levar ao ateísmo. McGrath demonstra como Richard Dawkins abandonou sua usual racionalidade para abraçar o amargo e dogmático manifesto do ateísmo fundamentalista.
— Francis Collins, Diretor do Projeto Genoma

Os autores de O delírio de Dawkins atacam o flanco do fundamentalismo ateísta de Dawkins e conseguem afastá-lo do campo de batalha.
— Publishers Weekly

Considerado o ícone do ateísmo contemporâneo, Richard Dawkins, autor de Deus, um delírio, tem suas idéias postas à prova pela análise minuciosa e perspicaz de Alister McGrath e sua esposa Joanna em 0 delírio de Dawkins.
Alister, outrora ateu, doutorou-se em biofísica molecular antes de tornar-se teólogo. Admirador da obra de Dawkins, Alister revela sua perplexidade pela guinada irracional de seu colega de Oxford, não tanto pelo ateísmo em si, mas pela absoluta inconsistência de seus argumentos, aliados à intolerância desmedida.

Ao discutir os pressupostos de Dawkins, os autores trazem à tona questões fundamentais dos tempos pós-modernos — fé, coexistência de religião e ciência, liberdade de crença, sentido da vida e busca de significado — que, a julgar pela repercussão de Deus, um delírio, merecem contundente posicionamento cristão.

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domingo, 1 de maio de 2011

Entenda o que o ateísmo, e as suas diferentes formas de manifestação no mundo moderno

Cristianismo e Ateísmo



por Augustus Nicodemus Lopes e contribuição de Bruno Pontes da Costa

O que é o ateísmo? A palavra “ateu” vem do grego “a” (sem) e “theos” (deus). É a negação teórica ou prática da existência de uma divindade. O sentido do termo tem variado consideravelmente na história. Até mesmo os cristãos primitivos foram considerados ateus, por não crerem nos deuses greco-romanos.
Na cultura ocidental moderna onde vivemos, predomina o monoteísmo cristão (a crença na existência de um único Deus). Portanto, ateu é quem nega a existência de uma divindade transcendente, perfeita, criador pessoal do universo, como afirmam os cristãos (e também, judeus e muçulmanos).

No mundo moderno, existem diversas formas de ateísmo que de maneiras variadas negam a existência de Deus:

Ateísmo filosófico. Pessoas de muita influência na história da humanidade têm atacado diretamente o conceito de religião em geral e do cristianismo em particular, como Marx, Freud, Feuerbach, Nietzche, Sartre. De formas diferentes , afirmam que não se pode provar racionalmente que Deus existe. Não há muitos ateus filosóficos no Brasil (menos de 2% na última pesquisa da VEJA). Entretanto, é bem maior o número daqueles que, sem se declararem ateus, acreditam em alguns dos pontos do ateísmo.

Panteísmo. Do grego “pan” (tudo) e “theos” (deus). Ensina que tudo é deus e deus é tudo. Nem todo ateu é sem religião. Budistas e taoístas (religiões orientais) não acreditam num deus pessoal, mas numa força cósmica que penetra e une todas as coisas.

Politeísmo. Do grego “poli” (muitos) e “theos” (deus). Crê na existência de muitos deuses. Rejeita o conceito de um único deus pessoal, perfeito e criador do universo.

Deísmo. Acredita num deus pessoal, perfeito e criador do universo, mas nega que ele se envolva na vida diária das pessoas e na história do mundo.

Ateísmo prático. Muitos professam crer num deus, mas vivem como se ele não existisse ou fizesse diferença.

A Bíblia tem muito a dizer sobre o ateísmo: (1) É uma tolice que tem raiz no coração depravado do homem, Sl 14.1; 53.1; (2) É um esforço do homem em negar o que sua consciência diz, Rm 1.18-23; (3) Até os animais saberiam dizer que Deus existe, Jó 12.7-10.

Existem duas grandes dificuldades com o ateísmo em geral:

É contrário à razão e à ex periência humana. A história tem provado vez após vez que é impossível suprimir o desejo pelo divino que existe no coração da humanidade (de qualquer época, em qualquer lugar). O ateísmo não consegue dar descanso à mente e ao coração humano. Após um período onde o ateísmo pareceu triunfar (racionalismo) a humanidade retorna outra vez ao misticismo. A mesma história testifica que existem profundos instintos religiosos dentro do peito humano. Negar isso não é cientifico. De onde vêm esses instintos? “Seria irracional admitir a existência desses desejos e tendências e ainda assim acreditar que eles não correspondem a nada que exista fora do homem, ou que essa tendência não tenha qualquer alvo” (Reville).

Não explica a existência do homem e do universo em geral. Não se pode negar a existência do homem e do universo. Mas, de onde vieram? O ateísmo não tem respostas adequadas a essas perguntas. O evolucionismo materialista já está sendo descartado, como descartados foram antes dele outras teorias para explicar o surgimento do universo, pois não explica a evidência clara de que existe propósito, ordem e harmonia no universo.

Diante da possibilidade de encontrar pessoas assim, o cristão deve: (1) Orar sempre, pedindo sabedoria para responder (Tg 1.5); (2) Ter respostas razoáveis aos argumentos dessas pessoas (1 Pd 3.15); (3) Lembrar que somente Deus pode iluminar o entendimento das pessoas (1 Co 2.9-16).

Finalmente lembremo-nos que o pior tipo de ateísmo é aquele dos cristãos somente de nome, mencionados por Paulo: “No tocante a Deus, professam conhecê-lo; entretanto, o negam por suas obras” (Tito 1:16).