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terça-feira, 14 de agosto de 2012

INTRODUÇÃO A TEOLOGIA CRISTÃ (PARTE 2)

por HELTON DE ASSIS FREITAS
IV. FUNÇÕES DA TEOLOGIA

A teologia é uma necessidade do cristianismo contemporâneo, tendo em vista que ela tem sido negligenciada em muitos meios eclesiásticos. Essa negligencia é muito comum nos meios pentecostais e nas comunidades eclesiásticas independentes. Infelizmente esse fenômeno traz muitas consequencias negativas como hipervalorização do emocionalismo e pobreza doutrinaria. Normalmente esses círculos estão muito vulneráveis a falsas doutrinas e comportamentos que não condizem com os princípios da Bíblia.

Em síntese podemos notar cinco funções da teologia:
·        A teologia como explicação da realidade
·        A teologia como sistematização da doutrina cristã
·        A teologia como defesa da fé e ponte até os não crentes
·        A teologia como crítica da vida e da proclamação da igreja
·        A teologia como contemplação

V. NATUREZA DA TEOLOGIA

A teologia Cristã é a tentativa, levada a prática pelos adeptos do cristianismo,  de representar suas afirmações de crença de modo consistente, explicando-as a partir de seus fundamentos e relacionando a fé cristã às demais referências humanas, como a natureza e a história, e aos processos cognitivos, como a razão e a lógica.

Assim como nas outras ciências, a teologia deve comportar alguns dos critérios tradicionais do conhecimento cientifico:
1 Ela precisa ter um objeto definido de estudo;
2. Um método investigativo;
3. Objetividade no sentido de que o estudo lida com fenômenos externos à experiência imediata do pesquisador, sendo portanto, acessível à investigação de outros;
4. Coerência entre as proposições do objeto em questão, de modo que o conteúdo forme um corpo definido de conhecimento, não uma série de fatos desconexos ou pouco relacionados entre si.

O ponto de partida para o estudo da teologia cristã

Uma das questões que precisam ser imediatamente encaradas quando estudamos a teologia cristã é a da fonte da qual vamos extrair nosso conhecimento. Basicamente as fontes são quatro:

1.      Revelação Geral. O universo criado é estudado para determinar certas verdades acerca de Deus e da natureza humana. Os meios tradicionais de revelação geral são três: a natureza, a história e a constituição do ser humano.
2.      As Escrituras. A Bíblia é tida como o documento definidor ou a constituição da fé cristã. Portanto, ela especifica em que se deve crer e o que se deve fazer.
3.      Experiência. Considera-se que a experiência espiritual de um cristão hoje evidência informações divinas.
4.      História da Teologia: Pesquisa-se o que vêm sendo adotado e ensinado ao longo dos séculos por indivíduos  e organizações que se identificam como cristãos. Assim, o que tem sido crido torna-se pista para descobrir o que deve ser crido. Esta fonte deve ser totalmente sujeita ao olhar crítico do teólogo e comparada com as outras três fontes, principalmente a fonte bíblica.

O método da teologia

Assim como em todas as outras ciências, a teologia possui um procedimento definido. O renomado teólogo Millard J. Erickson em seu livro Introdução à Teologia Sistemática ( no original em inglês Introducing Christian Doctrine)enumera nove procedimentos metodológicos:

1.      A coleta dos materiais bíblicos
2.      A unificação dos materiais bíblicos
3.      A análise do significado dos ensinos bíblicos
4.      O exame das interpretações históricas
5.      A identificação da essência da doutrina
6.      A iluminação por meio de fontes extrabíblicas
7.      A expressão contemporânea da doutrina
8.      O desenvolvimento de um tema central interpretativo
9.      A estratificação dos tópicos

Ainda segundo Millard Erickson, embora os passos descritos não precisem ser seguidos em rígida sequencia, há um desenvolvimento lógico que leva a eles.

VI.  TEMAS TEOLÓGICOS E TEOLOGIA SISTEMÁTICA

Os temas discutidos pela teologia cristã são de dimensões universais. Abrangem a doutrina de Deus, do homem e do mundo. Nenhuma exposição sobre Deus seria completa se não contemplasse suas obras  e seus caminhos no universo que Ele criou, além de sua pessoa. Toda ciência mantêm algum tipo de relação com o Criador de todas as coisas e com seu propósito na criação. E assim toda autêntica verdade é verdade de Deus. Toda verdade, onde quer que seja encontrada, tem peso e valor iguais como verdade, como qualquer outra verdade. Uma verdade pode ser mais útil em determinada circunstância, e uma outra verdade descoberta pode ser mais útil em outra circuntancia. Entretanto ambas verdades têm seu valor.
Portanto é perfeitamente licito utilizar-se de outras fontes, enquanto verdade, para o estudo da teologia. O estudo teológico que incorpora em seu escopo o exame das ciências naturais e sociais é denominado teologia sistemática.

A teologia sistemática tradicionalmente organiza as doutrinas cristãs da seguinte forma:

·        Sagradas Escrituras (Bíbliologia)
·        Deus (Teologia propriamente dita)
·        A Criação
·        Seres espirituais
·        Homem
·        Pecado (Hemartiologia)
·        Cristo (Cristologia)
·        Salvação (Soteriologia)
·        O Espíriro Santo (Pneumatologia)
·        Igreja (Eclesiologia)
·        As últimas coisas (Escatologia)

Principais obras de referência da Teologia Sistemática (Em língua portuguesa)

·        Teologia Sistemática, Wayne Grudem
·        Introdução a Teologia Sistemática, Millard J. Erickson
·        Teologia Sistemática, Louis Berkoff
·        Teologia Sistemática, Norman Geisler

       CONTINUA...

sábado, 28 de abril de 2012

A PERGUNTA É: EXISTEM EVIDÊNCIAS HISTÓRICAS QUE COMPROVEM QUE JESUS RESSUSCITOU?


por HELTON DE ASSIS FREITAS
Sim! O Novo testamento é um grande e fiel material que relata a ressurreição de Cristo.
Alguns podem exclamar: “Mas isso não vale! Os evangelhos não podem ser usados para comprovar que Jesus de fato ressuscitou! É um livro religioso. Não vale! Ele é tendencioso!”
Entretanto aqui citarei dois motivos pelo qual acredito que o novo testamento é um documento histórico valido para comprovar a ressurreição de Jesus.

1.      Os evangelhos são documentos altamente confiáveis do ponto de vista da critica textual.
Quem disse que o novo testamento não é confiável historicamente? Muitos acusam o Novo Testamento como se ele não mostrasse os fatos de acordo com a verdade ou como se os escritores tivessem “aumentado muito” as histórias. Outros céticos também acusam o NT de “impureza textual” como se seu conteúdo tivesse sofrido alterações ao longo dos séculos. Daí Constantino e  a Igreja Católica são os principais acusados deste crime. O fato é que nada disso faz sentido.
Especialistas afirmam que sua confiabilidade histórica é, comprovadamente, maior do que a da grande maioria das obras escritas na antiguidade.
Norman Geisler mostra isso muito bem em seu livro Não tenho fé suficiente para ser ateu. Indico a leitura deste ótimo livro.


2.      A própria forma como os evangelhos foram escritos não demandam uma propaganda.

Os seguidores de Jesus estavam dispostos a morrerem do que renegarem o que viram. A história mostra milhares de cristãos sendo martirizados pelo fato de defenderem, de corpo e alma, que Jesus de fato ressussitou.
A maneira como os relatos bíblicos foram escritos quebram todas as regras de propaganda.
A ressurreição era uma das poucas doutrinas da antiguidade que ninguém aceitava.  Seria loucura alguém defender uma coisa como essa. Ninguém encontrava essa idéia no mundo antigo.
Podia-se acreditar em várias doutrinas que tentavam explicar o que acontecia após a morte, como por exemplo, a idéia de Platão que afirmava que as almas iam para o Eom, ou a crença de Pitágoras em que as almas trasmigavam de um corpo para o outro. porém a ressurreição era algo tido como absurdo.
Uma propaganda é feita com o intuito de se ganhar algo. Os apóstolos estavam convencidos que não iriam ganhar muita coisa com aqueles relatos.
O que aquelas testemunhas esperavam ganhar? Perseguição e até mesmo o martírio!
Paulo foi degolado em Roma, Pedro crucificado de cabeça para baixo, Bartolomeu esfolado vivo, André amarrado em um madeiro até a morte...
Ser cristão naquela época era algo que exigia muita coragem.
Como eles iriam testemunhar algo falso, nessas condições?
O Dr. Rodrigo Pereira da Silva, famoso arqueólogo e teólogo brasileiro, disse em uma entrevista ao Programa do Jô: “Ou aquele pessoal era muito doido, ou ficaram tão extasiados com aquilo, que preferiam morrer do que negar o depoimento sobre a ressurreição de Jesus. Se fosse uma mentira eles tinha pulado fora. Ninguém iria ser cristão até o final, pois não valeria a pena.”

Não se pode afirmar que Jesus não ressuscitou, pois os fatos mostram o contrário. Ele de fato ressuscitou, e vemos que acreditar nisso não é algo para fanáticos, mas sim fruto de uma fé racional. 

quarta-feira, 4 de abril de 2012

REFLEXÃO - O CRISTÃO NA UNIVERSIDADE: AGIR OU SE ENVERGONHAR?



Por Helton de Assis
Vice-presidente da ABU João Pessoa
Estudante de História (UFPB) e Teologia (FAENOR)

Estou cansado de ver colegas meus que se dizem seguidores de cristo, permanecer indiferentes a tantos ataques que o Reino de Deus sofre no meio acadêmico.
Se ao menos metade deles, simplesmente não se omitissem, vivesse de fato como seguidores de Jesus, a visão que os incrédulos teriam dos cristãos seria bem melhor.

Recentemente um professor meu perguntou na sala de aula:
 “- Quem Aqui acredita em Deus?”
levantei a mão, e ao mesmo tempo olhei para meus colegas. Percebi que fui o único que levantou a mão.
Então o professor perguntou novamente:
“- Quem aqui acredita no Diabo?”
Mais um vez levantei a mão e olhei de lado para checar se mais alguém havia se manifestado. Daí como já era de esperar, ninguém levantou.

O que aconteceu nessa ocasião serve para ilustrar como é chocante o estado dos “seguidores de Cristo” na universidade. Sei que eu não era o único crente naquela sala. Garanto que haviam no mínimo 6 ou 7 que se dizem evangélicos. 

Agora me resta indagar sobre o motivo que leva tantos crentes a sentirem vergonha de dizerem que acreditam em Deus. Isso é vergonhoso! Já não basta o estado de inércia onde a maioria se encontra... 

A bíblia é clara quando se refere as características dos seguidores de Cristo. Se um "cristão" não possui essas caracteiristicas básicas que deve-se ter (como dedicação, obras e testemunho pessoal)  então creio que, ou estes são crentes nominais, ou são covardes, ou não estão seguros quanto a razão da fé deles. Ou os três.

Ó temporas, ó mores!

terça-feira, 27 de março de 2012

A pergunta é: Constantino alterou alguma coisa do Novo Testamento?


por HELTON DE ASSIS




Infelizmente alguns historiadores afirmam isso. Porém de onde tiraram essa idéia eu nem imagino.
Isso é uma afirmação falsa e perigosa. Pois além de não ter embasamento histórico, serve apenas para “dá nó na cabeça” de alguns cristãos ou simpatizantes do cristianismo. Outros estudiosos afirmam isso apenas como um pretexto para prejudicar a integridade do Novo testamento. Como já dizia Eistein, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.

Aqui cito três motivos pelos quais afirmo que o Novo Testamento não foi alterado pelo Imperador Romano Constantino:

1  Temos dezenas de cópias dos evangelhos que são anteriores a Constantino. Atualmente podemos encontrar fragmentos do evangelho de João que datam de 150 d.C. A partir desses documentos, podemos fazer comparações com os manuscritos bíblicos pós-Constantino, e assim chegarmos à conclusão de que os conteúdos dos textos permanecem inalterados.


 2.      2. Os evangelhos apócrifos não foram aceitos no cânon do novo testamento, o que foi contrário a decisão de Constantino, que queria que eles entrassem. Não foi Constantino que selecionou os livros que estariam ou não no NT, pois, apesar de toda sua influencia no cristianismo do século IV, ele nem tinha cultura teológica nem autoridade (eclesiasticamente falando) para dizer quais livros eram parte do Cânon. Sem falar que Constantino era analfabeto.

 A seleção dos livros que fariam parte do NT foram feitas, independente de Constantino, pelos chamados pais da Igreja, que foram grandes pastores do inicio do cristianismo.
No livro “Os 100 Acontecimentos mais importantes da história do Cristianismo” de autoria de A. Kenneth Curtis, J. Stephen Lang e Randy Petersen, podemos ler sobre, como de fato, foi  feito a seleção dos livros:

 Havia dois critérios fundamentais, usados pela igreja para identificar o cânon (kanon é a palavra grega para "padrão"): a origem apostólica e o uso dos textos nas igrejas.
Com relação à origem apostólica, a igreja incluiu Paulo entre os apóstolos. Embora não tenha caminhado com Cristo, Paulo se encontrou com ele na estrada para Damasco. A abrangência de sua atividade missionária — relatada no livro de Atos dos Apóstolos — fez dele o próprio modelo do apóstolo.
Cada evangelho precisava estar relacionado a um apóstolo. Desse modo, o evangelho de Marcos, associado a Pedro, e o de Lucas, relacionado a Paulo, receberam um lugar no cânon. Depois da morte dos apóstolos, os cristãos valorizaram o testemunho dos livros, muito embora não portassem o nome de um apóstolo como autor.
Com relação ao uso dos textos nas igrejas, a orientação parecia ser a seguinte: "Se muitas igrejas usam um texto, e se ele continua a edificá-las, logo esse texto deve ser inspirado".
Embora esse padrão mostre uma abordagem bastante pragmática, existe uma lógica por trás dele: alguma coisa inspirada por Deus, sem dúvida, inspirará muitos adoradores. O texto que não foi inspirado acabaria, mais cedo ou mais tarde, por cair em desuso.
Infelizmente, esses padrões somente não eram capazes de estabelecer quais seriam os livros do cânon. Diversos textos flagrantemente heréticos carregavam o nome de um apóstolo. Além disso, algumas igrejas utilizavam textos que outras não se preocupavam em usar.
Por volta do final do século II, os quatro evangelhos, o livro de Atos e as epístolas de Paulo eram grandemente valorizadas em quase todos os lugares. Embora não existisse ne nhuma lista "oficial", as igrejas tinham a tendência crescente de se voltar para esse material como fonte de autoridade espiritual. Bispos influentes como Inácio, Clemente de Roma e Policarpo contribuíram para que esses textos alcançassem ampla aceitação. Contudo, ainda havia muita disputa com relação a He-breus, Tiago, 2 Pedro, 2 e 3 João, Judas e Apocalipse.
A heresia era uma maneira de fazer com que os cristãos ortodoxos esclarecessem suas posições. Até onde sabemos, a primeira tentativa de elaboração do cânon foi feita por Mar-cião, que incluiu apenas dez das treze epístolas de Paulo e o evangelho de Lucas bastante modificado. Mais tarde, outros grupos heréticos defenderiam seus "livros secretos", normalmente os que tinham o nome de um apóstolo ligado a eles.
Uma lista ortodoxa primitiva, compilada por volta do ano 200, foi o Cânon muratório, elaborado pela igreja de Roma. Ele incluía a maioria dos livros presentes hoje no Novo Testamento, mas adicionava o Apocalipse de Pedro e a Sabedoria de Salomão. Listas posteriores omitiram alguns livros, e deixaram outros, mas continuavam sendo bastante similares. Obras como O pastor, de Hermas, o Didaquê e a Epístola de Barnabé eram muito consideradas, embora as pessoas tivessem dificuldade em considerá-las escritura inspirada.
Em 367, Atanásio, o bispo de Alexandria, influente e altamente ortodoxo, escreveu sua famosa carta oriental. Nesse documento, enumerava os 27 livros que hoje fazem parte do nosso Novo Testamento. Na esperança de impedir que seu rebanho caminhasse rumo ao erro, Atanásio afirmou que nenhum outro livro poderia ser considerado escritura cristã, embora admitisse que alguns, como o Didaquê, pudessem ser úteis para devoções particulares.
A lista de Atanásio não encerrou esse assunto. Em 397, o Concilio de Cartago confirmou sua lista, mas as igrejas ocidentais demoraram muito para estabelecer o cânon. A contenda continuou com relação aos livros questionáveis, embora todos terminassem aceitando o Apocalipse.
No final, a lista de Atanásio recebeu aceitação geral e, desde então, as igrejas por todo o mundo jamais se desviaram de sua sabedoria.”

3.    3. Segundo muitos estudioso da história eclesiastica, Constantino permaneceu pagão até o final.  Ele provavelmente “pretendeu se converter”, motivado por interesses politicos.  Constantino seria o que chamamos de “cristão nominal”.
O fato de que ele foi batizado apenas pouco tempo antes de sua morte, indica sua superficialidade como cristão.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

DEUS, UM DELÍRIO?


por Helton de Assis

Do meu telescópio, eu via Deus caminhar! A maravilhosa disposição e harmonia do universo só pode ter tido origem segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. Isto fica sendo a minha última e mais elevada descoberta.
(Isaac Newton)
Recentemente estive analizando o grande Best-Seller da literatura ateísta do inicio deste século. Trata-se do Livro “Deus um Delírio”, escrito pelo famosíssimo cientista Inglês Richard Dawkings.  O livro afirma as religiões como males sociais e elementos que devem ser colocados em extinção. Pra se ter uma idéia de como o autor abomina a idéia de Deus ele diz que crianças cristianizadas são crianças abusadas. De fato o livro é uma “obra prima” do ateísmo militante.

 Ao longo da história podemos notar a presença de muitos Ateus bastante influentes na sociedade, como por exemplo:

·         Karl Marx que disse a famosa frase  “A religião é o ópio do povo” e que afirmava que a matéria era a única realidade;
·         Sigmund Freud , que afirmava que "A crença em Deus subsiste devido ao desejo de um pai protetor e de imortalidade,ou como um ópio contra a miséria e o sofrimento da existência humana";
·         Bertrand Russel, escritor de Porque não sou cristão.

Em meio a tantas idéias contrárias ao pensamento cristão, por mais que eu “abra a mente” não consigo parar de acreditar em um Deus que ama a humanidade e que se importa com todos. Não consigo ver a idéia de um Deus criador e amoroso como um “delírio”. 

Estudo história na Universidade Federal da Paraíba e convivo com colegas e professores ateus, como também agnósticos. Já escutei muitas opiniões sobre a existência de Deus e percebo em quase todos os casos a presença de muito preconceito ou de ignorância quanto a Bíblia. Basicamente são um dos dois problemas ou os dois juntos que impedem muitos de compreenderem a mensagem da salvação de Jesus.

A maioria dos que se dizem cristãos não vivem de forma coerente com os ensinamentos de Cristo. Vejo que nos dias de hoje pouquíssimos são de fato seguidores de Jesus. Isso atrapalha muito quando agente vive em uma cultura onde se olha mais as atitudes do que as palavras. A incoerência dos que se dizem cristãos contribui fortemente para que exista muita frustração. Se o conhecimento bíblico-teológico for mais e melhor exposto por pessoas que levam a sério as palavras de Cristo e se houver mais amor aos ateus por parte dos que crêem, sem dúvidas, o ateísmo perderá muito espaço. 

A felicidade final de qualquer ser intelectual é conhecer Deus.
(S. Tomás de Aquino)

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Criação ou Evolução?

Escutei algumas vezes colegas afirmarem que a teoria da evolução já pode ser considerada Lei cientifica. Também escuto muitos dizerem "criacionismo é uma babaquice que já foi descartada pela ciência moderna."

Esse Blog defende plenamente a idéia do universo como uma criação muito bem projetada pelo Deus Bíblico. Por meio de matérias e artigos pretendemos defender nossa opinião por meio deste espaço virtual.

Desta vez gostaria de fazer propaganda de um site bastante interessante sobre o assunto. É o http://www.dissentfromdarwin.org 
O Site lista nomes de centenas de cientistas da atualidade que discordam da Teoria da Evolução e preferem acreditar em um Criador por trás de toda a vida.

Durante décadas recentes, novas evidências científicas de muitas disciplinas científicas como a cosmologia, física, biologia, da pesquisa de "inteligência artificial", e de outras áreas fez com que os cientistas começassem a questionar o dogma central darwinista da seleção natural e a estudar com mais detalhes a evidência que a apóia.

Mesmo assim, os programas das TVs públicas, os documentos das políticas educacionais, e os livros-texto de ciência têm afirmado que a teoria da evolução de Darwin explica completamente a complexidade das coisas vivas. Ao público tem sido assegurado que toda a evidência conhecida apóia o darwinismo e que virtualmente todo cientista no mundo acredita que a teoria é verdadeira.

Os cientistas nesta lista contestam a primeira afirmação e se levantam como testemunho vivo contradizendo a segunda. Desde quando o Discovery Institute lançou esta lista em 2001, centenas de cientistas têm se manifestado corajosamente para assinarem seus nomes.

A lista está crescendo e inclui cientistas da Academia de Ciências dos Estados Unidos, das Academias de Ciências Nacionais da Rússia, da Hungria, da República Checa, do Brasil, e de universidades como Yale, Princeton, Stanford, MIT, UC Berkeley, UCLA, e outras (UNICAMP, USP).

Confira!

Prof° Helton de Assis Freitas
Editor geral


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Série Conhecendo um pouco mais sobre: A IGREJA ANGLICANA

por Helton de Assis Freitas

Culto de celebração
Paróquia Anglicana da Comunhão- João Pessoa
A igreja anglicana, de origem inglesa, mistura em seu culto e pratica elementos católicos e protestantes. Chega ao Brasil em 1818. Porto alegre, pelotas e Rio Grande tornam-se os centros do anglicanismo no País.


Culto em Igreja Anglicana no Brasil
A igreja anglicana abole o celibato obrigatório, o culto a Maria e aos santos, entre outras doutrinas católicas romanas. De acordo com estimativas da própria igreja, em 2001 havia 106,4 mil adeptos em todo o Brasil.

Sua liturgia herda muito elementos católicos romanos, porém com grande influencia protestante. Algumas de suas crenças doutrinarias variam de acordo com a vertente (pois existem mais de um tipo de igreja Anglicana ao redor do mundo). No brasil, a maior parte das Igrejas Anglicanas assemelham-se com algumas igrejas evangélicas tradicionais, especialmente a Luterana e algumas Presbiterianas. Aqui no Brasil podemos encontrar Igrejas Anglicanas cujos cultos são marcados por cânticos bastante animados e com momentos de oração e até mesmo pregações caracteristeristicas de igrejas bem avivadas (teologicamente falando).
Catedral da Cantuária (principal Igreja Anglicana do Mundo)

Sacerdotes Anglicanos
É interessante observar que na prática, o anglicanismo não surgiu apenas no século XVI, com Henrique VIII. Existem relatos históricos que comprovam que desde o século III já existia o cristianismo na inglaterra, que no caso era a igreja celta.no concilio de Arles,  realizado em 314 d.C, na França, compareceram 3 bispos de uma igreja que existia na inglaterra que até então sua existência era praticamente desconhecida. Outra coisa: A igreja da Inglaterra sempre possuiu caracteristicas peculiares, um exemplo disso é a questão de que ela durante toda a sua história sua relação com o papado muitas vezes  (segundo alguns sempre) foi conflituosa. A igreja Anglicana também sempre foi conhecida por ser nacionalista.  
Se você deseja conhecer um pouco mais sobre a igreja Anglicana aconselho visitar a página: http://www.ieab.org.br/site/pt/historia/historia-do-anglicanismo

terça-feira, 3 de maio de 2011

Onde está o governo nessa história?

Duas coisas que me indignaram hoje
Saúde e educação no Estado da Paraíba: Dois graves problemas

Hoje duas noticias sobre problemas públicos aqui no Estado da Paraíba me chamaram muito a atenção. Vale salientar que não estou atacando (ainda, e espero não precisar!) ao governo  do Estado. Porém aproveito este espaço para levantar algumas questões relevantes.

A primeira noticia foi sobre o hospital de traumas do Estado. Ele foi feito para comportar até 150 leitos, porém está com mais de 220 provocando uma lotação no estabelecimento. Pacientes à semanas internados nos corredores do hospital, sangue no chão da pediatria e demais problemas relacionados à higiene retratam a calamidade do local. Perante a situação médicos têm sido forçados à  “brincar de Deus”, ou seja, decidir muitas vezes quem fica vivo e quem fica morto. O governo do Estado vai se pronunciar oficialmente à imprensa nesses próximos dias. Vamos ver o que vão dizer. Pior que o problema não é apenas no Hospital de traumas. A saúde do Estado está uma verdadeira vergonha.
A segunda noticia diz respeito aos professores do Estado que entraram em greve nessa segunda-feira em protesto ao baixo salário que é pago a eles e pelo fato de uma grande quantidade de profissionais concursados que estão a um grande tempo esperando por serem chamados, porém nada. O governo afirmou que enquanto eles estiverem em greve não haverá negociação.  Será veremos uma atitude verdadeiramente justa por parte do Governo?
Será que nesta gestão do Excelentíssimo Governador Ricardo Coutinho veremos uma transformação marcante na Educação e na saúde do nosso Estado? Será que o governo atual esta administrando bem o tempo destinado ao trabalho pela melhoria do povo paraibano, principalmente na luta por uma educação, saúde publica e segurança mais digna, ou ele esta perdendo tempo com outras coisas e esquecendo o essencial? Não sei. Prefiro tomar cuidado com as palavras pois talvez ainda seja cedo para afirmar algumas coisas. Como votei no presente Governador na ultima eleição e tenho a certeza que meu voto foi bem pensado continuo esperançoso por uma boa administração atual.
Sou usuário do Sistema Único de Saúde. Minha família não tem condições de pagar um plano de saúde. Sei que amanhã poderei estar deitado em uma daquelas macas e sei que muitos homens justos tem sofrido humilhação em alguns hospitais do Estado onde vemos leitos e mais leitos acumulados em lugares indevidos. Minha namorada e eu somos professores e compartilhamos diariamente o quão desvalorizada é a nossa categoria. Esperamos ver uma melhora significativa nos próximos meses, pois se não o povo vai se revoltar mais ainda. E eu também.


Por Helton de Assis Freitas

domingo, 1 de maio de 2011

Dica de Leitura: "Uma História Ilustrada do Cristianismo"

Se você se interessa por história do cristianismo e pretende adquirir um material bem detalhado , rico e de leitura agradável acho que a coleção “Uma história ilustrada do cristianismo”, escrita por Justo Gonzales, é a melhor opção.

A obra foi escrita no final dos anos 70 e é embasada em uma acurada e extensa pesquisa histórica e teológica. A obra é repleta de ilustrações que ajudarão ao leitor ter uma leitura mais dinâmica. É interessante ressaltar que algumas dessas figuras são bastante raras e demonstram a riqueza histórica da obra.
Justo Gonzales é cubano, nascido em 1937. Teólogo, Historiador e prolífico autor.  Foi a pessoa mais jovem a receber o doutorado em teologia histórica na universidade de Yale. 
Entre todas as obras em língua portuguesa que conheço sobre história do cristianismo tenho que afirmar que para mim essa é a melhor que já vi. Atualmente essa coleção pode ser encontrada em 10 volumes que são:

História Ilustrada do Cristianismo, Uma - Vol. 1 - A Era dos Mártires
Primeiro da série dos 10 volumes, cobre o período que vai dos antecedentes do cristianismo e do nascimento de Jesus à conversão de Constantino, passando pelo período das grandes perseguições contra os cristãos.

História Ilustrada do Cristianismo, Uma - Vol. 2 - A Era dos Gigantes
As perseguições tinham acabado, mas novos perigos surgiam dentro da própria igreja. Esse volume trata do período em que Deus levantou os gigantes da fé para o combate das heresias

História Ilustrada do Cristianismo, Uma - Vol. 3 - A Era das Trevas
Esse volume retrata o início da Idade Média, quando o Império Romano do Ocidente caiu nas mãos dos bárbaros. É o período do surgimento do papado e da expansão muçulmana.

História Ilustrada do Cristianismo, Uma - Vol. 4 - A Era dos Altos Ideais
Continuando o período medieval, aqui o autor trata do monasticismo, do desenvolvimento do papado, das cruzadas e do pensamento teológico desse período.

História Ilustrada do Cristianismo, Uma - Vol. 5 - A Era dos Sonhos Frustados
Nesse volume, os 1000 anos da Idade Média chegam ao fim, com a tomada de Constantinopla pelos turcos. Os primeiros movimentos reformadores começam a surgir dentro da igreja.

História Ilustrada do Cristianismo, Uma - Vol. 6 - A Era dos Reformadores
Dedicado ao século XVI, esse volume esmiúça os movimentos reformadores daquele tempo, tanto protestantes quanto católicos. Aborda o movimento anabatista e outros pouco conhecidos.

História Ilustrada do Cristianismo, Uma - Vol. 7 - A Era dos Conquistadores
Nesse volume, o leitor estudará a expansão da igreja por meio das descobertas do Novo Mundo, com as grandes expedições marítimas da Península Ibérica.
História Ilustrada do Cristianismo, Uma - Vol. 8 - A Era dos Dogmas e das Dúvidas
O século XVII assistiu a um dos mais intensos debates teológicos da história da humanidade. Tanto católicos quanto protestantes e reformados foram afetados pelo dogmatismo e pelas reações a ele.

História Ilustrada do Cristianismo, Uma - Vol. 9 - A Era dos Novos Horizontes
Chegou a hora de erguer os olhos e contemplar os horizontes que a história descortinava: políticos, intelectuais, geográficos e teológicos. Em suma, os séc. XVIII e XIX.

História Ilustrada do Cristianismo, Uma - Vol. 10 - A Era Inconclusa
Retratado com maestria pelo dr. González, nosso tempo mostra-se por inteiro nesse livro. O desenvolvimento da igreja em todos os cantos do mundo e a resposta que esta tem dado aos novos desafios são extremamente instigantes.

Todos são publicados pela editora Vida Nova, vendidos separadamente. Quem compra a coleção de uma vez tem direito a um desconto especial.  Recentemente e mesma editora publicou a obra em 2 grandes volumes, para baratear ainda mais a coleção.
Recomendo!

Por
     Helton de Assis Freitas