terça-feira, 9 de agosto de 2011

Curso de Libras em João Pessoa



CURSO DE LIBRAS- NO PROXIMO DE 20 DE AGOSTO, COMEÇARÁ MAIS UM CURSO DE LÍNGUAS DE SINAIS PROMOVIDO PELA ASSEDEP- ASSOCIAÇÃO EVANGELICA DE PESSOAS COM DEFICIENCIA DA PARAÍBA, VOCE QUE TEM INTERESSE EM PARTICIPAR PROCURE A MISS. ALDA LEABY PARA MAIORES INFORMAÇOES (83) 8831-0238.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Jonas e o Grande Peixe - Narrativa Histórica ou Mitológica?

Prof. Helton de Assis 

No Antigo Testamento, podemos ler a história de um profeta que ficou bastante famoso por sua teimosia e pela nada agradável situação ao qual se encontrou. Estou falando do Profeta Jonas, um galileu que viveu no século VIII a.C.

 No livro que leva o seu nome esta registrado que Jonas foi chamado por Deus para convocar o povo de Nínive (Capital da Assíria) para o arrependimento, pois sua maldade era grande. A Assíria era bastante conhecida por sua crueldade para com os países inimigos (que aliás eram muitos). Para você ter idéia da tamanha brutalidade deste povo basta eu citar a prática de fazer pirâmides com cabeças ou de arrancar os olhos de prisioneiros. Comumente os Assírios crucificavam seus inimigos ou os esfolavam vivos.
Apesar de terem sido conhecidos como um povo culto na antiguidade  eles eram bastante conhecidos por sua crueldade.

Jonas em vez de pegar o caminho para Nínive deslocou-se em direção a Társis, localizada onde hoje é a região da Espanha. Jonas não queria atender o chamado Divino. Provavelmente por medo. Ele pegou um Barco e durante a viagem sofreu com a fúria de uma tempestade mediterrânea.

Resumidamente, após muita desconfiança os marinheiros perceberam que ele era a causa daquela maldição que estava sobre os que viajavam naquele barco preste a naufragar, então o jogaram no mar, onde foi engolido por um grande peixe e passou três dias e três noites dentro deste. 



Perante esta narrativa de que Jonas teria passado três dias dentro de um -segundo a Bíblia- grande peixe, me lembro de afirmações por parte de amigos céticos de que este episódio seria apenas uma “lenda” ou resultado de mitologia Judaica. Não sei se você pensa assim, porém acredito plenamente na literalidade deste episódio.

Qual o problema de acreditar na literalidade desta história?

Segundo os que não pensam como eu o maior problema estaria no fato da baleia possuir um ventre bastante estreito sendo impossivel de abrigar um ser humano. Sem falar que para eles três dias é um tempo absurdo, sendo impossivel a sobrivência numa situação dessa.

Em meio as afirmações contrárias gostaria de citar duas possibilidades:

Primeiro:  O fato de existir uma espécie de baleia típica da região mediterrânea que possui capacidade de levar um homem dentro de si.  É o caso da Baleia Cachalote, o maior mamífero com dentes que se conhece, vivo ou extinto. Sabe-se do relato de um marinheiro que teria sido salvo por uma Cachalote  perto das ilhas Malvinas durante a Primeira Guerra Mundial, de forma semelhante ao de Jonas.
Comparação de tamanho com um humano médio
Comparação com o tamanho de um ser humano

Segundo: Outra explicação diz respeito ao fato de a Bíblia não dizer que foi uma Baleia. Mas sim um “Grande Peixe”. Poderia ter sido uma espécie aquática extinta. o conhecimento que o homem tem das criaturas que habitam os mares e oceanos é bastante incompleto. A revista Scientific American (setembro de 1969, p. 162) comentou: “Como se deu no passado, maior exploração do domínio abissal sem dúvida revelará criaturas ainda não descritas, inclusive membros de grupos que há muito se considerava extintos. 
Recentemente a revista Galileu publicou uma reportagem sobre uma expedição cientifica que passou 42 dias nas filipinas e catalogou 300 novas espécies de seres vivos que até então não eram conhecidos.
 "Na mais longa campanha exploratória da entidade foram descobertos lesmas do mar, tubarões e novos corais. Os cientistas ficaram apenas na maior ilha filipina, Luzon – o país conta com mais de 7 mil ilhas." Diz a reportagem que você pode conferir acessando  http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI245670-17770,00-EXPEDICAO+NAS+FILIPINAS+REVELA+ESPECIES+DESCONHECIDAS.html

Não acredito que a Bíblia seja apenas mais um livro religioso em meio a tantos outros. Creio racionalmente que ela é um livro histórico altamente confiável. Discordo de qualquer afirmação contrária a sua inspiração Divina, como também não creio que ela teve seu conteúdo corrompido através dos séculos. 
De fato a bíblia é realmente incrível.

Em breve estarei escrevendo sobre a crítica textual da Bíblia. Até a próxima.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Personagens em destaque - Charles Finney

por Marcelo Dutra
A Bíblia relata uma infinidade de situações usadas por Deus para manifestar Sua vontade e Sua presença. A conversão de um dos maiores pregadores avivalistas de todos os tempos, o americano Charles Grandison Finney (1792 -1875), não chega a ser "estarrecedora" se comparada, por exemplo, ao episódio narrado nas Escrituras, no qual Deus fez falar a mula de Balaão. No entanto, não se pode dizer que seja "natural" alguém entregar-se a Jesus após a leitura exaustiva de livros de Direito, contendo citações bíblicas. Foi exatamente isso que aconteceu com o então advogado Charles Finney.
Daquele momento em diante, tudo em sua vida seria incomum. Conta-se que, após uma de suas pregações em Governeur, no estado de Nova Iorque, não houve baile ou representações teatrais por quase seis anos, tamanha a força das palavras proferidas pelo chamado apóstolo do avivamento. Ao longo de todo seu ministério pela América, calcula-se que cerca de 500 mil pessoas aceitaram ao Senhor.
História - Finney nasceu em Warren, estado de Connecticut, no dia 29 de agosto de 1792. Dois anos depois, sua família foi para a cidade de Hanover, em Nova Iorque. Seus pais não eram convertidos ao Evangelho, e a única imagem religiosa que tinha na adolescência era a de uma igreja conservadora e fria. Em 1821, após ler muitos livros de Direito, cujas leis eram fundamentadas na Bíblia, ele decidiu conhecer as Escrituras. Em uma tarde fria, Finney saiu para dar um passeio nos bosques. Lembrando-se dos exemplos do Livro Sagrado, procurou estar a sós com Deus. Ajoelhado em oração, Finney entregou-se a Jesus após travar uma batalha interior: Achei-me tomado por uma fraqueza e não consegui ficar em pé. Tive vergonha de que alguém me encontrasse ali, de joelhos, e logo em desespero percebi o que me impedia de entregar meu coração ao Senhor: meu orgulho. Fui vencido pela convicção do pecado. E me arrependi. Durante todo seu processo de aprendizado e mais tarde em seu ministério, Finney manteve os princípios que aprendeu nos anos em que esteve na advocacia.
Ele queria entender a profundidade dos problemas da. humanidade, usar sua fantástica oratória para falar de Jesus e estudar a Bíblia com uma visão racional e prática. Por causa disso, Finney teve dificuldades para compreender por que as bênçãos não chegavam ao povo de Deus: Ao ler a Bíblia, ao assistir as reuniões de oração, e ouvir os sermões do pregador,. percebi que não me achava pronto a entrar nos céus. Fiquei impressionado especialmente com o ato das orações dos cristãos, semana após semana, não serem respondidas. Li na Bíblia: Pedi e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Li também, que Deus está mais pronto a dar o Espírito Santo aos que Lho pedirem, do que os pais terrestres a darem boas coisas aos filhos. Mas, ao ler mais a Bíblia, vi que as orações dos cristãos não eram respondidas porque não tinham fé, isto é, não esperavam que Deus lhes desse o que pediram. Entretanto, com isso senti um alívio a cerca da. veracidade do Evangelho, contou ele anos mais tarde em sua autobiografia.
Ministro do Evangelho - Em 1823, Finney se tornou ministro do Evangelho na Igreja Presbiteriana de Saint Lawrence, e iniciou, no ano seguinte, o processo conhecido nos livros de história como "o fogo dos nove anos", entre 1824 e 1832. Naquele período, ele administrou reuniões de reavivamento ao longo das chamadas cidades orientais: Gouverneur, Roma, Utica, Ruivo, Troy, Wilmington, Filadélfia, Boston e Nova Iorque. Durante as reuniões, advogados, médicos e homens de negócios se arrependiam de seus pecados e se entregavam a Jesus com lágrimas. Em Rochester, diz-se que o lugar foi estremecido até as suas fundações, e cerca de 1.200 pessoas converteram-se a Cristo. Boa parte delas tornou-se membro da Igreja Presbiteriana daquela cidade. Finney abriu o caminho para evangelistas de massa como Dwight L. Moody, Billy Sunday entre outros.
Finney ficou viúvo duas vezes e teve três esposas. Casou-se com Lydia Raiz Andrews, com quem teve seis filhos. Ela morreu em 1847. Depois, casou-se com Elizabeth Ford Atkinson, que também faleceu, e, por último, Rebecca Allen Rayl. As três compartilharam do trabalho de reavivamento, acompanhando-o nas viagens e nos ministérios paralelos.
Obra teológica - Em 1832, Finney começou a pastorear uma igreja presbiteriana em Nova Iorque, ao mesmo tempo em que era evangelista em cidades mais distantes. Três anos depois, um comerciante de seda, rico e benfeitor, Arthur Tappan, ofereceu apoio financeiro ao recém fundado Instituto Colegial Oberlin naquela cidade, desde que Finney fosse convidado a montar um departamento teológico. Por influência do abolicionista Theodore Dwight Solda, o pregador aceitou o convite, mas com duas exigências: a de continuar pregando a Palavra de Deus em Nova Iorque e a de que a escola admitisse negros. Assim foi feito.
Mais tarde, o colégio passou a chamar-se Seminário Teológico Oberlin. Naquele estabelecimento, Finney foi professor de teologia sistemática e teologia pastoral. Durante os 40 anos em que atuou como evangelista, escreveu 17 livros, quatro deles impressos ate hoje. O mais significativo deles foi, sem dúvida, Teologia Sistemática,* considerado por muitos a maior obra sobre Teologia escrita após as Escrituras. Vítima de um problema cardíaco, o professor e apóstolo apaixonado por Jesus faleceu em l875.
Fonte: Revista Graça, ano II, n.º 22 - maio / 2001
*Editora CPAD – www.cpad.com.br

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Bispo Edir Macedo propõe abstinência de lixo da TV, mas a Record exibe ‘A Fazenda 4’


O bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, propôs aos fiéis em seu blog a realização de uma abstinência de lixo audiovisual nos primeiros 21 dias de agosto. “Será um jejum de toda e qualquer informação secular: TV, internet, jornais, revistas, radio, enfim, de tudo o que não for de Deus.”
Nestes dias, a quarta temporada do programa “A Fazenda”, da TV Record, emissora do bispo, deverá estar a todo vapor. Na busca de audiência a qualquer preço, esse reality show tem se equiparado em baixo nível com o Big Brother Brasil, da TV Globo.
No ano passado, “A Fazenda” ficou em segundo lugar no Ranking da Baixaria na TV, de acordo com levantamento da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Só perdeu para o “Pânico na TV”, da Rede TV!  A classificação foi feita com base em denúncias de telespectadores.
“A Fazenda” deste ano começou na terça-feira (19) e terá duração de 85 dias. Por enquanto, os participantes estão se conhecendo melhor.  O Compadre Washington, líder do grupo de pagode “É o Tchan”, por exemplo, já avisou Monique e Dinei que ele é feio, mas de uma coisa tem certeza: “Eu faço gostoso, a pegada aqui é boa”.
Se o Compadre e outros participantes cumprirem o que falam, o reality show terá boa audiência, recompensando o pesado investimento da emissora.
Uma das fontes de receita da Record, que possibilita investimento como esse, é a Igreja Universal, que compra o horário da madrugada da emissora a peso de ouro. O que vale dizer que os dizimistas que aderirem à abstinência do lixo televisivo estarão financiando as “pegadas” do Compadre Washington.
Em seu blog, Edir Macedo disse que não adianta ser religioso, obreiro, pastor e bispo se o fiel não estiver disposto a vencer “os espíritos das trevas” com iniciativas como a do jejum de lixo secular.
Mas o próprio bispo, pelo que fica subentendido, poderá não se submeter a tal jejum porque, como destacou, ficará dispensado quem trabalha ou depende de informação.
Espera-se, agora, que um dia o bispo Macedo promova jejum de hipocrisia.

http://www.overbo.com.br/bispo-edir-macedo-propoe-abstinencia-de-lixo-da-tv-mas-a-record-exibe-a-fazenda/
Fonte: 

terça-feira, 26 de julho de 2011

Crer ou não Crer: Eis o Cristão! (Parte II)

O Primeiro Diálogo

Por Bruno Pontes

    Em relação ao título proposto Hamlet é uma tragédia de William Shakespeare, escrita entre 1599 e 1601.[1][2] O drama reconta a história de como o Príncipe Hamlet tenta vingar a morte de seu pai, o rei, executando seu próprio tio, que o envenenou e em seguida tomou o trono casando-se com a mãe de Hamlet.
Traçando um mapa do curso de vida na loucura real e na loucura fingida – do sofrimento opressivo à raiva fervorosa (a famosa bipolaridade em conceitos psicanalíticos) – explorando desse modo, temas como: traição, inveja, vingança,incestocorrupção e moralidade.
            Não me assombraria em ver igrejas que ainda hoje, cinco séculos depois, protagonizem em seus “púlpitos e ministérios” o mesmo drama dirigido por Shakespeare em Hamlet, só que mais contextualizado, mais camuflado. Ora, em Naum 1:3 diz que “O SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em poder e jamais inocenta o culpado”. Os cristãos devem agir com honestidade em relação às leis humanas, pois, quem não honra com as leis humanas, não pode honrar com as leis divinas e isso não procede de Deus, isso é óbvio para quem não quer se fazer de cego ou ser demente (ter memória curta!).
E não precisa ser um John Stott da vida para entender que isso não é a Igreja de Cristo e sim um celeiro de falsos cristãos! A igreja do Senhor é inabalável sim, mas, a humana... Não tenho nem dúvidas sobre isto! É apenas uma questão de tempo (Ap 12). Como sempre digo: “um dia as máscaras caem e os verdadeiros crentes sempre estarão dispostos a enfrentar os seus erros e o da verdadeira igreja” (isso é dar a cara a bater!).
A igreja não pode ‘premiar’ o pecador praticante, e ‘punir’ o confesso arrependido, parece-me que os valores cristãos dentro da própria igreja também vêm se invertendo; “agora o possesso é incluído com louvor e o que busca santidade é excluído sem pudor algum”, já está descarada a perseguição por aqueles que almejam em querer fazer o correto? Que loucura! Realmente Jesus está voltando. Que tristeza. Você está preparado para volta de Jesus? De verdade...


(Continua no segundo diálogo...)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Série Conhecendo um pouco mais sobre: A IGREJA ANGLICANA

por Helton de Assis Freitas

Culto de celebração
Paróquia Anglicana da Comunhão- João Pessoa
A igreja anglicana, de origem inglesa, mistura em seu culto e pratica elementos católicos e protestantes. Chega ao Brasil em 1818. Porto alegre, pelotas e Rio Grande tornam-se os centros do anglicanismo no País.


Culto em Igreja Anglicana no Brasil
A igreja anglicana abole o celibato obrigatório, o culto a Maria e aos santos, entre outras doutrinas católicas romanas. De acordo com estimativas da própria igreja, em 2001 havia 106,4 mil adeptos em todo o Brasil.

Sua liturgia herda muito elementos católicos romanos, porém com grande influencia protestante. Algumas de suas crenças doutrinarias variam de acordo com a vertente (pois existem mais de um tipo de igreja Anglicana ao redor do mundo). No brasil, a maior parte das Igrejas Anglicanas assemelham-se com algumas igrejas evangélicas tradicionais, especialmente a Luterana e algumas Presbiterianas. Aqui no Brasil podemos encontrar Igrejas Anglicanas cujos cultos são marcados por cânticos bastante animados e com momentos de oração e até mesmo pregações caracteristeristicas de igrejas bem avivadas (teologicamente falando).
Catedral da Cantuária (principal Igreja Anglicana do Mundo)

Sacerdotes Anglicanos
É interessante observar que na prática, o anglicanismo não surgiu apenas no século XVI, com Henrique VIII. Existem relatos históricos que comprovam que desde o século III já existia o cristianismo na inglaterra, que no caso era a igreja celta.no concilio de Arles,  realizado em 314 d.C, na França, compareceram 3 bispos de uma igreja que existia na inglaterra que até então sua existência era praticamente desconhecida. Outra coisa: A igreja da Inglaterra sempre possuiu caracteristicas peculiares, um exemplo disso é a questão de que ela durante toda a sua história sua relação com o papado muitas vezes  (segundo alguns sempre) foi conflituosa. A igreja Anglicana também sempre foi conhecida por ser nacionalista.  
Se você deseja conhecer um pouco mais sobre a igreja Anglicana aconselho visitar a página: http://www.ieab.org.br/site/pt/historia/historia-do-anglicanismo

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Crer ou não Crer: Eis o Cristão! (Parte I)

por Bruno Pontes Costa

Qualquer semelhança com a celebre frase – “To be or not to be: that's the question” – da obra Hamlet, de William Shakespeare ou com sua igreja local, não importa onde, não será uma mera coincidência!


Crer ou não Crer: Eis o Cristão!  (Parte I) 

"No more! o never more!"
Shelley

" Crer é também Pensar."
John Stott

Introdução

Antes de iniciar minhas palavras, em um diálogo com um grande amigo e irmão em Cristo, gostaria de que este texto teológico-reflexivo (assim com os “anteriores”!) não fosse encarado como um dos episódios cômicos do super-herói atrapalhado da década de 70’, CHAPOLIN, quando o mesmo confecciona uma “roupa invisível para o rei”, onde só os “inteligentes” podiam ver (tô falando sério!).
Estas duas epígrafes são referidas de dois grandes pensadores, a primeira dePercy Bysshe Shelley, um dos mais importantes poetas românticos ingleses[3], inclusive citado com ênfase no poema Lembranças de morrer de Álvares de Azevedo, inserido na segunda geração romântica, conhecida também como Ultraromantismo. O tema principal aqui é a morte, a desilusão com a vida. A morte aqui é vista como escapismo, ou seja, o eu lírico não aceita a realidade e encontra na ideia da morte, como se a morte fosse um refúgio para seus conflitos interiores, por não quere lutar por ela, mas aceitar qualquer coisa para que ele continue como sempre esteve (acomodado). A indignação com a vida é tão grande que afirma "deixá-la como quem deixa o tédio", diferente de Paulo (Fp 1:21) onde afirma que “...morrer é lucro”. Aponta os sentimentos que seriam sentidos por aqueles que verdadeiramente o compreendem e são seus únicos e verdadeiros amigos.
É latente o pessimismo do eu lírico no poema, isso nada mais é do que uma das muitas características do Ultrarromantismo, sem finalidade religiosa ou social. Porém, para nós que somos cristãos precisamos aprender que necessariamente temos que morrer todos os dias, morrer para o passado pecaminoso impregnado em nossa essência humana. Morrer para a inércia pseudo-cristã que transforma a igreja ativa em uma igreja ativista. Cristãos acomodados, preguiçosos, que não evangelizam ninguém, não perdoam ninguém, não amam ninguém (embora falem que sim), não se preocupam com ninguém, a não ser com seus próprios interesses... Lembro-lhe que você não é o que você diz, e sim o que você faz lhe diz quem você é de verdade.
A segunda é do grande doutor em teologia britânico, o anglicano John Robert Walmsley Stott[6]em seu livro “Crer é também pensar”, fala sobre a vida Cristã, mais explicitamente sobre o pensamento ‘racional’ do cristão, na busca do conhecimento da palavra de Deus e do próprio Deus.  Stott passa a demonstrar que assim como o restante da Criação, a razão é um dos dons que Deus deu ao homem para que, com ela, o louvasse. “Não sejais como o cavalo, ou como a mula, que não têm entendimento”, adverte o salmista. Apesar de que tudo que tem fôlego seja convocado a louvar ao Senhor, apenas ao gênero humano, ou seja, todos nós; se exige que seja feito “com entendimento”. Afinal de contas, o cristão deve se esforçar por oferecer a Deus um sacrifício vivo, que é o “culto racional” (Rm 12).
Neste “livretinho” (só de tamanho) são apresentados diversos momentos em que o próprio Deus chama suas criaturas a pensar. Pelo menos em três momentos distintos, Ele chama para o debate (dialogar, e expor suas ideias não é bater de frente ou ser insubmisso)  “Vinde e arrazoemos, diz o Senhor”, ou questiona o porquê do não entendimento dos sinais dos tempos (“Por que não usais os vossos cérebros? Por que não aplicais ... o sentido comum ... ?”– interpretação livre do autor) e ainda convida para a arguição, “Eu lhe perguntarei, e tu me responderás”, o problema mesmo é que hoje tem crente que acredita em tudo o que se diz, na igreja e fora dela sem nem sequer perguntar primeiro à Deus (também, não oram mais! Nem leem mais as Sagradas Escrituras!). Todos esses chamados à racionalidade também levam à necessária responsabilidade que isso nos implica. Não se misturar com o pecado e nem se ajuntar com pecadores (Sl 1), nem participar de coisas erradas passando a mão ou empurrando com a barriga para encobrir pecado alheio (2 Jo 9-11)  ...
Então como deveremos responder a Deus? Ou como entender de maneira correta o que Ele nos diz? Por isso, os seres “criados para pensar” devem estar atentos ao simples fato (embora que para alguns isso é muito difícil de entender!) de que o seu Criador os responsabilizará em tudo a partir de seu conhecimento. A quem muito é  dado...
Esses conceitos mostram a importância que a racionalidade humana desempenha nas doutrinas da redenção e juízo. Quanto às doutrinas da criação e revelação, Deus mesmo se encarrega de incutir ao homem a tarefa de pensar a organização do mundo criado – nomeando-o – e Ele mesmo se apresenta aos seres decaídos através de palavras, prezando e preservando sua racionalidade.
Aliás, a exposição de toda essa obra está em sintonia com a recomendação de S. Pedro, ao afirmar que ao conhecimento (o que pressupõe racionalidade) devem ser acrescentadas a temperança, a perseverança, a piedade, a fraternidade e principalmente ao amor. Esse caráter deve ser reforçado, pois frequentemente uma suposta racionalidade desenvolvida pode levar seu possuidor ao orgulho contra os que não a possuem (e como tem crente orgulhoso e soberbo achado que Deus só fala com ele, que pobre não?). E assim, essa racionalidade dada a e exigida de nós por Deus para o seu serviço e não o da igreja terrena estaria sendo descaracterizada, uma vez que ela foi dada como um instrumento de serviço para a expansão do Reino para o povo fora da Eclésia.
De acordo com S. Paulo: “E isto peço em oração: que o vosso amor aumente mais e mais no pleno conhecimento e em todo o discernimento, para que aproveis as coisas excelentes, a fim de que sejais sinceros, e sem ofensa até o dia de Cristo”.