terça-feira, 14 de agosto de 2012

O DESCONHECIDO LEWIS

C. S. Lewis (1898-1963), nascido em Belfast, foi professor assistente em Oxford em várias áreas e depois, catedrático em Cambridge, na área de Literatura Inglesa Medieval e Renascentista.
Sua vasta obra nos campos da filosofia, da teologia e da ficção, a julgar pelas “Crônicas de Nárnia”, que mereceram a atenção de Walt Disney, é tão marcante, que muitas vezes nos esquecemos de sua contribuição ao mundo acadêmico, que não foi pequena.
Mais fascinante ainda é atentar para a sua história de vida, relatada na sua autobiografia, “Surpreendido pela Alegria”, uma história apaixonante de conversão de um ateu, convencido de que suas faculdades mentais e psíquicas eram suficientes para não precisar de Deus, para a fé em Cristo. Aliás, ele mesmo confessa que se trata da história de um homem desesperadamente preocupado em evitar que Deus interferisse na sua vida.
Quando, finalmente, aos 30 anos de idade, ele deu o seu primeiro passo de volta para o cristianismo, de onde partiu com a morte prematura de sua mãe, quando ele não contava com mais do que nove anos de idade, Lewis confessou que foi o “mais relutante de todos os convertidos”. E esse foi apenas o começo de uma longa jornada de volta para o seu lar perdido e muito desejado.
Numa série ainda inédita no Brasil, com a qual nos brinda a Editora É-Realizações, vamos conhecer um aspecto dessa mente brilhante que poucos, mesmo apreciadores de sua obra, conhecem e que não conta com muitos apreciadores. Também não conta com a popularidade de sua obra de ficção.
O primeiro livro da série, “Alegoria do Amor”, é um estudo de obras alegóricas que marcaram, na literatura inglesa, a virada da Idade Média para o Renascimento. O que elas têm em comum? O uso das figuras de linguagem para expressar os mais profundos anseios do coração humano, muitas vezes encarnados na figura da musa inspiradora.
“A Imagem Descartada” é uma análise da cosmovisão medieval e de como ela entrou em crise com o Renascimento. Não se trata de uma visão saudosista, mas trata-se antes de um corretivo anterior ao feito por grandes medievalistas como Étienne Gilson e Henri Marrou para o preconceito frequente com que lidamos com as coisas medievais.
Já “Estudos de Literatura Medieval e Renascentista” é um tratado mais profundo de obras já abordadas em “A Imagem Descartada”, tais como Spenser e Dante, entre outros, mas com outro enfoque: no que essa literatura tem de contributivo para o patrimônio comum da literatura mundial. 
Finalmente, “Prefácio ao Paraíso Perdido” é um estudo em profundidade de um dos autores em que Lewis era especialista: Milton e seu estilo épico. 
Todos esses livros têm em comum o tema de fundo que perpassa também o tipo de literatura abordada, que é o da filosofia e da teologia. Talvez fosse interessante notar que Lewis e seus colegas, os “Inklings”, tinham um método particular de fazer teologia, que era o que chamavam de “teologia do romance”, que muitos, hoje, chamam de “teopoésis”. Então, longe de interessar apenas a “experts” em literatura medieval e renascentista inglesa, esses livros apelam a todos aqueles que estão empenhados em ver o mundo com outros olhos e aprender com o outro, pela via da literatura.

Fonte: ULTIMATO

Bob Dylan lança novo CD com músicas religiosas

Nova Iorque, quinta-feira, 9 de agosto de 2012 
(ALC) O cantor e compositor Bob Dylan lançará, no dia 11 de setembro, um novo CD, o 35º de sua trajetória, intitulado “Tempest”, com músicas religiosas. Ele comemora 50 anos de carreira artística. Em entrevista para a revista Rolling Stone, Dylan admitiu que gostaria de ter composto mais músicas de cunho religioso para compor esse novo CD. No CD ele presta homenagem a John Lennon e lembra o afundamento do navio Titanic.
Nos anos 60 do século passado, Dylan desafiou a música pop. As letras que escreveu passaram a abordar temas sociais e filosóficos. Ele fundiu folk, country, blues, gospel, rock, jazz e swing. Converteu-se num "cronista informal" dos conflitos estadunidenses e muitas de suas músicas transformaram-se em odes contra a guerra e serviu de bandeira aos movimentos civis. 
No final dos anos 70, converteu-se ao cristianismo e publicou dois álbuns gospel: “Slow Train Coming” e “Saved”. Passou a fazer do palco um púlpito onde reafirmou sua fé. Conquistou vários prêmios Grammys, Discos de Ouro e recebeu, em 1999, a Ordem das Artes e Letras da França. 
Em 2000, ganhou o Prêmio Música Polar da Real Academia Sueca de Música. Em 2007, recebeu o Prêmio Príncipe de Astúrias das Artes e, em 2008,  o reconhecimento honorário do Prêmio Pulitzer, por seu profundo impacto na música popular e cultura americana.
A revista Time arrolou-o entre as 100 pessoas mais influentes do século XX, enquanto a Rolling Stone colocou-o nas lista dos 100 melhores artistas de todos os tempos, ficando apenas atrás dos Beatles. 
Dylan declarou à Rolling Stone que que seu sucesso deve-se, em grande parte, à sua fé e à generosidade de Deus, como ator principal de seu trabalho criativo e motivador de uma música para multidões que precisam compartilhar amor, respeito e fraternidade.
Dylan nasceu em Duluth, Minnesota, em 24 de maio de 1941 e é considerado um dos compositores e músicos mais influentes do século 20.
Fonte: Agência Latino-americana e Caribenha de Notícias (ALC)

INTRODUÇÃO A TEOLOGIA CRISTÃ (PARTE 2)

por HELTON DE ASSIS FREITAS
IV. FUNÇÕES DA TEOLOGIA

A teologia é uma necessidade do cristianismo contemporâneo, tendo em vista que ela tem sido negligenciada em muitos meios eclesiásticos. Essa negligencia é muito comum nos meios pentecostais e nas comunidades eclesiásticas independentes. Infelizmente esse fenômeno traz muitas consequencias negativas como hipervalorização do emocionalismo e pobreza doutrinaria. Normalmente esses círculos estão muito vulneráveis a falsas doutrinas e comportamentos que não condizem com os princípios da Bíblia.

Em síntese podemos notar cinco funções da teologia:
·        A teologia como explicação da realidade
·        A teologia como sistematização da doutrina cristã
·        A teologia como defesa da fé e ponte até os não crentes
·        A teologia como crítica da vida e da proclamação da igreja
·        A teologia como contemplação

V. NATUREZA DA TEOLOGIA

A teologia Cristã é a tentativa, levada a prática pelos adeptos do cristianismo,  de representar suas afirmações de crença de modo consistente, explicando-as a partir de seus fundamentos e relacionando a fé cristã às demais referências humanas, como a natureza e a história, e aos processos cognitivos, como a razão e a lógica.

Assim como nas outras ciências, a teologia deve comportar alguns dos critérios tradicionais do conhecimento cientifico:
1 Ela precisa ter um objeto definido de estudo;
2. Um método investigativo;
3. Objetividade no sentido de que o estudo lida com fenômenos externos à experiência imediata do pesquisador, sendo portanto, acessível à investigação de outros;
4. Coerência entre as proposições do objeto em questão, de modo que o conteúdo forme um corpo definido de conhecimento, não uma série de fatos desconexos ou pouco relacionados entre si.

O ponto de partida para o estudo da teologia cristã

Uma das questões que precisam ser imediatamente encaradas quando estudamos a teologia cristã é a da fonte da qual vamos extrair nosso conhecimento. Basicamente as fontes são quatro:

1.      Revelação Geral. O universo criado é estudado para determinar certas verdades acerca de Deus e da natureza humana. Os meios tradicionais de revelação geral são três: a natureza, a história e a constituição do ser humano.
2.      As Escrituras. A Bíblia é tida como o documento definidor ou a constituição da fé cristã. Portanto, ela especifica em que se deve crer e o que se deve fazer.
3.      Experiência. Considera-se que a experiência espiritual de um cristão hoje evidência informações divinas.
4.      História da Teologia: Pesquisa-se o que vêm sendo adotado e ensinado ao longo dos séculos por indivíduos  e organizações que se identificam como cristãos. Assim, o que tem sido crido torna-se pista para descobrir o que deve ser crido. Esta fonte deve ser totalmente sujeita ao olhar crítico do teólogo e comparada com as outras três fontes, principalmente a fonte bíblica.

O método da teologia

Assim como em todas as outras ciências, a teologia possui um procedimento definido. O renomado teólogo Millard J. Erickson em seu livro Introdução à Teologia Sistemática ( no original em inglês Introducing Christian Doctrine)enumera nove procedimentos metodológicos:

1.      A coleta dos materiais bíblicos
2.      A unificação dos materiais bíblicos
3.      A análise do significado dos ensinos bíblicos
4.      O exame das interpretações históricas
5.      A identificação da essência da doutrina
6.      A iluminação por meio de fontes extrabíblicas
7.      A expressão contemporânea da doutrina
8.      O desenvolvimento de um tema central interpretativo
9.      A estratificação dos tópicos

Ainda segundo Millard Erickson, embora os passos descritos não precisem ser seguidos em rígida sequencia, há um desenvolvimento lógico que leva a eles.

VI.  TEMAS TEOLÓGICOS E TEOLOGIA SISTEMÁTICA

Os temas discutidos pela teologia cristã são de dimensões universais. Abrangem a doutrina de Deus, do homem e do mundo. Nenhuma exposição sobre Deus seria completa se não contemplasse suas obras  e seus caminhos no universo que Ele criou, além de sua pessoa. Toda ciência mantêm algum tipo de relação com o Criador de todas as coisas e com seu propósito na criação. E assim toda autêntica verdade é verdade de Deus. Toda verdade, onde quer que seja encontrada, tem peso e valor iguais como verdade, como qualquer outra verdade. Uma verdade pode ser mais útil em determinada circunstância, e uma outra verdade descoberta pode ser mais útil em outra circuntancia. Entretanto ambas verdades têm seu valor.
Portanto é perfeitamente licito utilizar-se de outras fontes, enquanto verdade, para o estudo da teologia. O estudo teológico que incorpora em seu escopo o exame das ciências naturais e sociais é denominado teologia sistemática.

A teologia sistemática tradicionalmente organiza as doutrinas cristãs da seguinte forma:

·        Sagradas Escrituras (Bíbliologia)
·        Deus (Teologia propriamente dita)
·        A Criação
·        Seres espirituais
·        Homem
·        Pecado (Hemartiologia)
·        Cristo (Cristologia)
·        Salvação (Soteriologia)
·        O Espíriro Santo (Pneumatologia)
·        Igreja (Eclesiologia)
·        As últimas coisas (Escatologia)

Principais obras de referência da Teologia Sistemática (Em língua portuguesa)

·        Teologia Sistemática, Wayne Grudem
·        Introdução a Teologia Sistemática, Millard J. Erickson
·        Teologia Sistemática, Louis Berkoff
·        Teologia Sistemática, Norman Geisler

       CONTINUA...

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Um pouco sobre João Calvino

por Helton de Assis Freitas

- Nasceu em 1509 na cidade de Noyon, França
-Filho de um tabelião que era secretário do bispo de Noyon
-possuiu uma boa educação
- em 1523 iniciou seus estudos na universidade de paris, onde aprendeu filosofia, latim e dialética

- Calvino foi inicialmente um humanista
-O humanismo e o renascimento são
os movimentos culturais que o vão influenciar muito
-Apesar de preferir a Teologia Calvino  seguiu
 os planos do pai, que quis que ele fizesse direito
- em 1533 se declarou protestante
  -Entre 1528 e 1533, freqüentou as universidades de Orleans (doutorado em direito, 1532) e de Bourges.
-em 1532, escreve seu primeiro livro que trata do pensamento de Séneca.
-Aos poucos, foi-se aproximando das questões morais e religiosas e do pensamento de Lutero
-em 1533 sua conversão se torna publica
- em 1935 concluiu sua obra mais famosa: “instituição da religião Cristã” . Essa obra lhe rendeu grande prestigio
-Em 1535, aos 26 anos, é reconhecido como chefe do
protestantismo francês.
-Muito Influenciado por Agostinho
-Em 1536 passa a morar em genebra, onde com a ajuda de outro reformador, Guillaume Farel, começa a reforma nessa cidade
-Em 1538 foi expulso de Genebra e viajou para Estrasburgo, onde trabalhou como pastor e professor.
-Em 1540  casou-se com Idelette de Bure, uma viúva anabatista, com quem viveria por nove anos. Após a Morte da Esposa ele seguiu cuidando dos filhos delas
-um ano depois volta a Genebra e organiza uma nova Igreja, com pastores escolhidos pelos fiéis. Funda também o Colégio de Genebra, que se torna um dos centros universitários mais importantes da Europa.
-Calvino foi tão influente em Genebra , que a cidade era conhecida por muitos como “A cidade de Calvino”. Sua colaboração foi importante para a política, economia, justiça social e vida religiosa desta cidade
-Ocupou-se da difusão da reforma para muitos centros europeus
-É Autor de tratados, centenas de cartas, e comentários sobre quase todos os livros da Bíblia
-Sua dedicação ao estudo da Palavra é inspiradora
-morre em 1564, na cidade de Genebra

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Hora de Filosofar: “Jovens: Bem fortes, mas...”

por Bruno Pontes da Costa


Quando fui Aluno da Arma de Infantaria, no NPOR (2004), um simples e jovem estudante universitário do curso de Letras e Teologia, sempre escutei um jargão que se falava no Exército: (...) tem que ser: Bem forte e bem burro!”.Em princípio, eu nunca entendi muito bem o que isto verdadeiramente significava, mas hoje, com outros olhos e um pouco mais de experiência, posso perceber que a grande verdade desse texto, também se disseminou para dentro das escolas e principalmente em algumas Igrejas.
Em uma reportagem executada pela Organização das Nações Unidas - ONU, informa que dos 65 países examinados no Programa Internacional de Avaliação de Alunos de 2009, o Brasil ficou em 53º lugar em leitura e 57º em matemática. É verdade que ainda não conseguimos alcançar potências como Trinidad e Tobago, Cazaquistão e Azerbaijão, mas em compensação nenhum país está tão preocupado com a busca da felicidade da humanidade quanto nós.
Como explicou Paulo Freire*, “Educar tem pouco a ver com ensinar a ler e escrever”; é antes de tudo preparar o cidadão para que ele seja transbordante de consciência social, tipo predominante nas salas de aula desde que os pedagogos sepultaram a ideia opressora de que a escola deve ensinar português e matemática e banalidades afins, tornando o aluno capaz de ler e contar, e ser razoavelmente apto para andar com as suas próprias pernas.
Porém, esse princípio de Educação com “visão de mundo”, não ajudou muito a Educação do país não! (É só verificar o PIAA 2011) E ainda tem gente que lê esse texto e que acredita em propagandas do Governo que dizem que a educação no país melhorou! De que forma? Onde? 
Infelizmente, a ideia proposta por Paulo Freire de emancipação política do indivíduo, e a crítica reflexiva do homem sobre sua própria condição de oprimido, não vingou por um simples motivo... A igreja também era opressora! A própria Teologia da Libertação foi algo considerado quase que herético por parte da Instituição. Afinal de contas, não poderia ser diferente. Como um jovem engajado no verdadeiro Reino de Deus, poderia ter mais conhecimento do Cristo vivo, do que o sacerdote (grande teólogo super conhecedor do Kosmos**!), isso seria inconcebível para a nossa real sociedade.
Sendo assim, como refletir sobre nossa própria condição de “livres”, se ainda estamos presos a um passado de dogmas, paradigmas e “frescuras religiosas”? E isso tem nos impedido de ver a verdade desvelada no próximo emancipado, no outrem em busca de sua certeza da "caminhada".
Ora, "alunos burros" não poderão ser outra coisa, se não, "crentes burros"! Como se por acaso enchêssemos os jovens das igrejas de atividades, fossem torná-los mais íntimos de Deus, ou das Sagradas Escrituras. Isso não passa de uma grande mentira! Os jovens precisam ser críticos sim, para que recebam pilares que os sustentem para  a vida toda, e não para satisfazê-los apenas em um momento específico da vida! Críticos sim, mas de sua real situação como filhos de Deus e irmão de seu próximo.
A questão não é saber de que ministério participa, ou, de qual igreja faz parte, ou, qual o seu mestre/padre/pastor/mentor... Mas, uma reflexão genuína de sua liberdade de expressão diante de Deus e dos homens, sem preconceitos ou opressão, por parte pastoral ou ministerial de onde viva ou congregue.
A verdade desse resultado científico da ONU dentro das igrejas, se dá quando o jovem não pode participar das decisões como alguém importante no processo de construção (situação a qual o é!), ou quando são excluídos por terem uma “visão” diferente, ou por não concordarem com os posicionamentos impostos pelo sistema eclesiástico, então àquele jovem, acaba por ficar alienado do conhecimento empírico do cristianismo, como o de ter “experiências com Deus”, transformando-os em verdadeira força motriz para os trabalhos secundários da igreja, como: entregar panfletos, fazersites, organizar atividades com crianças de forma discreta e "voluntória", mas, cobrá-los de todas estas atividades, como se fossem profissionais da coisa, sem pelo menos, ensiná-los do que fazer. Traduzindo: querem o peixe pronto, sem ensiná-los a pescar. Caso contrário, Sun Tzu*** neles!!!
É ai que as coisas se encaixam como uma luva para o filósofo francês Voltaire, quando afirma que: “É bom que os pobres continuem pobres e ignorantes, para serem mais fáceis de controlar” (tradução livre), ora, isso faz com que o jovem não pergunte porque isso é assim e não assado? Ou, por que tem de ser desse jeito? Ou, isso não está na bíblia! Ou então, não me sinto bem em fazer isso! Pois, não soaria muito bem na "igreja" não é?! Logo, é melhor ficar calado para não ser disciplinado ou ser excluído da panelinha dos supercrentes que “sabem de tudo”! E no fundo e no raso, não sabem de nada.
Essas consequências tem criado uma geração de jovens desinteressados do Senhor, pois, estão tão ocupados e preocupados com suas “Responsabilidades” (não sei quais?), que não leem mais a bíblia, não oram mais, não ajudam mais seus próprios amigos ou familiares, não ajudam mais ninguém e em nada do que verdadeiramente é importante: Jesus e o Reino de Deus. Daí com muita sabedoria, o discípulo amado de Cristo, em sua primeira carta diz: "... Eu vos escrevi, jovens porque sois fortes, e a Palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno" 1 Jo 2.1 .
Para concluir, acabo por concordar sociologicamente, que a superficialidade a qual temos enfrentado no cristianismo “jovem” de hoje,  deixa muito claro que o Exército e a Igreja só servem como instrumentos de repressão e aparelhos do Estado, pois, realmente só precisam de "jovens"...
"... Bem fortes", mas, "bem burros"... 
Pr. Bruno Pontes


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      *- Paulo Freire, em: Pedagogia do Oprimido.
    **- Kosmos (grego), trad.: Mundo.
  ***- Sun Tzu, em: A Arte da Guerra.

Dica de Leitura: Poluição e a Morte do Homem

Uma abordagem Cristã sobre a degradação da natureza por parte do ser humano. Um livro altamente relevante escrito por uma das mais destacadas mentes da filosofia e do cristianismo do século XX: Francis Schaeffer. 
Editora Cultura Cristã, 96 páginas.
Recomendamos!
Caso queira adquirir Ligue 8828-0295

quarta-feira, 4 de julho de 2012

INTRODUÇÃO A TEOLOGIA CRISTÃ (PARTE 1)



Série de estudos sobre a Teologia Cristã. Parte 1 de 3
por HELTON DE ASSIS FREITAS


I.INTRODUÇÃO

A palavra teologia vem da união de duas palavras gregas: Théos (Théos), que significa Deus, e logos (logos), que significa ciência ou estudo. A partir daí podemos afirmar que teologia significa “A ciência que estuda Deus”. Entretanto creio que esta seria uma definição muito frágil, tendo em vista que Deus não é um “objeto”  de estudo como os das outras ciências. Deus não pode ser estudado empiricamente, nem conhecido em sua totalidade. Deus é imenso e eterno. Nossa capacidade intelectual é pequena e temporal.

A melhor definição de teologia que conheço é “Teologia trata-se do discurso humano acerca de Deus”. Essa definição parece ser mais realista em meio a tantas limitações da criatura ao estudar o seu criador.

II.SIGNIFICADO RELIGIOSO DA TEOLOGIA

As reflexões teológicas não se restringem a esfera religiosa, separada da vida comum. Pelo fato de Deus está presente em nosso meio e influenciar nossas vidas, podemos concluir que é impossível estudar teologia sem estudar também o homem.

A teologia cristã afirma que o homem é a parte mais bela e especial da criação de Deus, projetado e moldado por Ele mesmo. Então como podemos estudar teologia sem estudar o homem? Será possível estudar o Criador sem observarmos a criação (que inclui nós mesmos)?

Apartir das fontes da teologia cristã (meios de revelação divina) podemos confirmar que o homem é um ser não apenas bio-psico-social, mas sim bio-psico-social-espiritual, ou seja, o homem possui um espírito e esse espírito é imaterial. O homem possui essa ligação com o mundo espiritual, que é uma dimensão que a teologia tenta estudar .

Ao estudarmos teologia, estudamos o mundo espiritual, e ao estudar o mundo espiritual estudamos não só Deus, os anjos, os demônios, mas também estudamos o próprio homem.

Para o cristianismo, todas as áreas do comportamento  (isto é, relações entre os sexos, higiene, trabalho, educação, manifestações culturais e outras funções sociais e individuais) devem ser determinadas ou influenciadas por Deus. O cristianismo contém a totalidade do ser que sua teologia pretende expressar.


III. IMPORTÂNCIA CULTURAL DA TEOLOGIA

Como a teologia cristã não permanece restrita ao domínio do esotérico e do sagrado , ela tem grande significado para a evolução cultural e a vida intelectual geral. Um bom exemplo disso pode ser visto no fato de as universidades terem sido inauguradas pela igreja. A teologia cristã, ao longo da história, tematizou as várias dimensões da vida: natureza, história, ética e outras áreas. Muito da filosofia também emergiu  de temas e categorias teológicas, como se pode observar nas obras de Agostinho, Tomás de Aquino, Soren Kiekgaard, C. S. Lewis e Francis Schaeffer.